Teatro do Oprimido
10 maio 2026
Corrigia provas enquanto, ao fundo, um documentário sobre Teatro Documentário. As redações falavam de convivência escolar. Não. A playlist já avançara para Augusto Boal e o teatro do oprimido. Multitarefas e multimodal, como 2026 ensinava ser.
"Não só casamentos e funerais são espetáculos. Mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não chegam à consciência. Não só pompas, mas também os cafés da manhã e os bons dias. Os namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão no senado, ou uma reunião diplomática. Tudo é teatro." Augusto Boal
Em letras difíceis de decifrar, o tudo do teatro estava prestes a aumentar - até caber nas verdades ilimitadas que transbordam nas crianças.
"Devemos parar com o bullying, mas as vezes é tão chato, porque mesmo você falando com um adulto, eles só falam pra pedir desculpas e desculpas não vai resolver a dor que ficou no coração da criança." Sophia Lara, 12 anos
O fracasso do problema se manifestou.
Não sei resolver.
Teatro do Oprimido.
À mim, atriz-professora-empata, se impunha a função de virar espalho ampliador.
Teatro do Oprimido.
Pedir para trocar de lugar.
Encena a realidade, olha para ela (ampliada) e diante do que vê, propõe(-se) alternativas.
Democratizar a escuta e a participação de quem pode transformar o mundo num lugar melhor. Enquanto metáfora, encenação, teatralização, se estuda com permissões que o real não permite.
Teatro do Oprimido.
Abrir Whatsapp > Bloco de Notas > Colar "Revisar: mas x mais/ a gente agente/ palavra que não cabe na linha, como dividir/ o que oque" > Enviar > Digitar: "Roda de conversa com trechos retirados das redações" > Enviar > Digitar: "Pedir ajuda para a mediadora para encenar situações que aparecem e perguntar às crianças soluções".